segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mulheres Sobreviventes

Encontrei a palavra que melhor descreve o meu perfil: SOBREVIVENTE! Aliás, vou sugerir ao Google incluir mais uma opção no campo estilo do Orkut chamado "Sobrevivente". E tenho certeza que eu não serei a única. Lucianas, Adrianas, Renatas, Monicas, somos dúzias, centenas, talvez milhares.

Como saber se seu estilo é esse? Fácil. O que mais identifica uma mulher sobrevivente é a super auto estima. Pra mim, por exemplo, não tem nada melhor pra minha auto estima, nada que estimule mais meu ego do que a sensação de sobreviver a algumas situações. Não tem salão de beleza, Shopping Center ou elogio que chegue perto do sentimento de ter vencido alguma coisa por sí apenas. Não perdi a vaidade, mas confesso que não preciso estar bela pra saber que sou fera.

É óbvio que não é preciso passar três meses na selva pra se considerar uma sobrevivente. Estou falando de situações bem mais difíceis, rs! Tenho amigas que sobreviveram a doenças graves, ao final de um relacionamento, a perda de um bom emprego, umas mudaram completamente a vida trocando de cidade, de estado ou de país e outras sobreviveram até mesmo a tudo isso junto. Qual é o limite da mulher sobrevivente? A própria vida? Não sei. Só sei que depois de enfrentar o medo em circunstâncias extremas nos conhecemos gigantes.

Ahh, eu não poderia deixar de citar as mulheres viajantes, que muitas vezes por desejo próprio ou contingência da vida viajam sozinhas. O desejo de viver é maior que o medo de se perder, que a dificuldade de se comunicar. E tudo isso sempre acontece, mas no final seremos mais uma vez, sobreviventes.

É muito bom ser uma sobrevivente. Não importa se o cabelo não está escovado hoje, se as unhas não estão perfeitas, se a conta está no negativo, se a coleção nova já ficou velha e você nem conseguiu comprar um item, se o carro não é tão novo quanto o que você gostaria, se o namorado dos sonhos não aparece ou se o emprego não é tão bom quanto o outro. Cada vez que você pensar que alguma destas coisas lhe falta, o seu passado e suas histórias irão te lembrar de dificuldades muito maiores.

Lembre-se: o que te faz forte não é ser experiente, é ser sobrevivente.

5 comentários:

Pronto, falei! disse...

Como você conseguiu sintetizar num post algo tão grande sobre a nossa alma? Ser experiente realmente não basta, precisa se permiir aprender com a situação, se refazer, se renovar. Sempre!

Anônimo disse...

como descrever tão lindamente as coisas simples da vida, você tem um talento incrível, por favor não pare jamais.
mrc

Fernando Costa disse...

Mto bom, mto especialmente bom.

E eu sequer sabia que as palavras, hora ditas pra definir; servem o mesmo tanto (ou mais), pra nos salvar.

Digo: É NA CONDIÇAO DE SOBREVIVENTE QUE AQUI CHEGO, SENTO, APRENDO E PARTO!

Sempre renovado.

Que Venha A Proxima...

IMPAKTOALL - disse...

Querida!
Sobreviventes e felizes por termos amigas como você para compartilhar esta VIDA LINDA!
Beijosssssss......
Obrigada!
=)
@lê

Taissa Drummond disse...

A vitória não consiste no fato de estarmos no topo da mais alta montanha e sim no processo que nos forjou exímios alpinistas. Essa é a verdade de nós sobreviventes, a verdade dos verdadeiros viventes! Porque quem vive para o fim cultua a morte (fim natural, imutável e comum aos corpos) enquanto quem vive o processo: vive! Transcende os sentidos do corpo que turvam a mente.
Não há quem possa viver sem sentir. De outra forma como poderiamos afirmar a nossa existência? sofrer e não resolver é desistir de sobreviver e pra nós isso: Nunca!

Adorei seu blog!!
Paraabéns!!