segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Imagine

Ando devagar por um corredor estreito
Tem pessoas pelo caminho inteiro,
Agora que notei, não posso recuar mais,
Esta via é de mão única, voltar jamais.
Infinitas lágrimas em meus olhos
e uma multidão que espera pra me ver
Estou calma, não é preciso ter pressa,
Você sempre esteve ali a minha espera.
Toco meus pés na água mais pura,
não consigo mensurar a temperatura
já foram tantos os degraus descidos antes
falta muito pouco, mais alguns instantes
Então segure forte a minha mão
quero o mergulho mais profundo na sua direção
Liquido puro que toma e invade a minha alma
Lave-me pra sempre da morte e solidão
A água que escorre entre meus dedos
flui pra outro lugar onde não há medo
tudo fica muito leve, bate forte meu coração,
caminho e meus pés não tocam mais o chão,
é porque agora você me leva com a sua mão.

Um comentário:

Pronto, falei! disse...

Eu me emocionei com suas palavras antes, com seu silêncio durante e com esse poema depois.
Eu renovei a minha experiência através da sua.
Obrigada!