terça-feira, 23 de junho de 2009

Escolher e escolhido!


Acho que todo mundo já passou pela sensação de encontrar a pessoa certa no momento errado em algum tempo da vida.
Situações em que nos sentimos como pegos por uma armadilha. Horas em que nosso racional nos envia uma mensagem conclusiva de: "não tem como". Consolador.
Seja o motivo a distância, o dinheiro, as diferenças, a família, os amigos, tudo isso junto ou simplesmente a falta de coragem. "Nunca teria dado certo". Confortador.
Daí chega mais um dia dos namorados, você está só ou acompanhado, porém não exatamente de quem você gostaria que fosse. Então você se lembra da tal pessoa e devaneia fantasias sobre como teria sido "se", se estariam casados, com filhos, felizes e morando no campo.
Percebe que aquela era a pessoa certa pra você, e como se davam bem, quantas afinidades tinham e que ela tem todas aquelas qualidades que você aprecia tanto.
As vezes me parece que existem pessoas certas para cada fase da vida.
Quando eu tinha 12 anos de idade era loucamente apaixonada por um garoto da 8a. série. Acho que fui apaixonada por ele durante toda minha adolescência e durante todo esse tempo ele também me desprezou.
Como num filme bollywoodiano, eu não era muito bonitinha. Já ele era o sucesso do colégio.
Nos reencontramos ao acaso uns 15 anos depois. Ele já não tinha brilho nenhum e pelo contrario era uma pessoa confusa e complicada. Já eu, estava muito bem. Foi possível até sentir seu interesse. Estranho, ele era tão perfeito!
Mas por que será que isso acontece?
Às vezes realmente a vida não nos dá escolhas. Para qualquer uma das alternativas haverá sofrimento, dor ou infelicidade.
Excetuando esses casos, sempre as escolhas existem, só que ainda assim escolhemos por não escolher.
Por pura vaidade, esperamos por novas alternativas e opções, esperamos pelo momento certo e pela pessoa que acreditamos será a certa.
Armadilha de novo que armamos pra nós mesmos.
Outro dia ouvi um dado interessante: Do total de pessoas que conheceremos ao longo da vida e potencialmente poderemos nos relacionar, 70% destes encontros ocorrerão entre os 25 e 35 anos.
Talvez um problema para aquele fez sua escolha antes dos 25.
Talvez um problema maior para aquele que deixa pra fazer sua escolha depois dos 35.
O momento certo pode ser que nunca chegue, a pessoa certa pode ser que não exista.
Até que não te restem mais escolhas, a não ser, a de ser apenas, o escolhido.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Dez coisas que demorei 30 anos pra aprender:


1) Aquele que paga o mico, que não está nem aí pro ridículo, é livre e feliz.
2) A amizade quando é verdadeira é impossível de se esquecer. O amor quando é verdadeiro é impossível de não sofrer.
3) Existem pessoas humildes por natureza, mas também existem as humildes por esperteza. E é preciso muita atenção para diferenciá-las.
4) Pra conhecer uma pessoa de forma verdadeira, dê-lhe poder, dinheiro ou simplesmente a deixe sozinha num quarto escuro.
5) As toalhinhas de renda que minha avó faz em casa não são Made in China, por enquanto, mas isso não é definitivo.
6) Eu não sei dançar coisa nenhuma, mas eu gosto. Então eu danço e ninguém nunca se importa com isso.
7) Se você tem mais amigos do que a sua própria capacidade de fazer amigos, então, você não tem tantos amigos como pensa que tem.
8) Agenda lotada não é sinônimo de uma vida interessante. E vale muito mais ter 1 amigo fiel do que ter 10 influentes.
9) A frustração vem das expectativas não são atendidas. Logo, se não criarmos as tais expectativas, não há frustração.
10) O difícil não é encontrar pessoas pra se relacionar, difícil é encontrar aquela que vale por todas as outras.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu vou deixar saudades


Será que vou deixar saudades quando eu me for? Eu bem que gostaria.
Gostaria de deixar uma multidão saudosa como a do Senna quando ele se foi.
Só que o Senna tinha ídolos e fãs. Eu não tenho ídolos e nem fãs, mas tenho meus amigos e amores.
Mas ainda assim acho que vou deixar mais saudade que o jogador Ronaldo, por exemplo.
Não sei como ele consegue dormir pensando no dia que irá chegar o "fenômeno" do esquecimento, quando lhe restará, talvez, somente o dinheiro.
Mas o que será que vale mais? O dinheiro ou a saudade que se deixa?
Eu não nasci rica e ainda não fiquei, e não tenho mais nada pra oferecer à meus queridos além do meu carinho, amor e atenção. Pra estes eu espero deixar muita saudade.
Olha, vou até arriscar dizer que posso fazer o Ronaldo sentir inveja de mim nesse momento. Boa essa minha conclusão.
O fato é que o dinheiro pode mesmo comprar muitas coisas, outras até, como dizem, manda buscar de verdade.
Mas o que realmente importa pra uns e outros são coisas e valores diferentes, umas o dinheiro compra, outras não.
Ele não compra, por exemplo, a ética e o respeito, não compra saúde nem muito menos o sossego.
Quanto você acha que Bill Clinton pagaria para não ter passado pelo escândalo com a estagiária na Casa Branca?
Quanto pagaria Gisele Bundchen pra poder passear no shopping sossegada?
Quanto Ronaldo pagaria por um par de joelhos novos?
Quando eu era criança, fui visitar um tio muito rico que morava no interior, mas que estava muito doente. Câncer em fase terminal.
Me lembro que entrei correndo pelo corredor e chegando perto da porta dei um salto.
Entrei no quarto para vê-lo e ao me aproximar ele me disse uma frase, a única durante todo período da visita: "Eu daria todo meu dinheiro pra poder dar um salto desses novamente"
Think about it, você só vai gastar amor pra deixar saudades, mas este não tem fim, é infinito ;-))

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mulheres Sobreviventes

Encontrei a palavra que melhor descreve o meu perfil: SOBREVIVENTE! Aliás, vou sugerir ao Google incluir mais uma opção no campo estilo do Orkut chamado "Sobrevivente". E tenho certeza que eu não serei a única. Lucianas, Adrianas, Renatas, Monicas, somos dúzias, centenas, talvez milhares.

Como saber se seu estilo é esse? Fácil. O que mais identifica uma mulher sobrevivente é a super auto estima. Pra mim, por exemplo, não tem nada melhor pra minha auto estima, nada que estimule mais meu ego do que a sensação de sobreviver a algumas situações. Não tem salão de beleza, Shopping Center ou elogio que chegue perto do sentimento de ter vencido alguma coisa por sí apenas. Não perdi a vaidade, mas confesso que não preciso estar bela pra saber que sou fera.

É óbvio que não é preciso passar três meses na selva pra se considerar uma sobrevivente. Estou falando de situações bem mais difíceis, rs! Tenho amigas que sobreviveram a doenças graves, ao final de um relacionamento, a perda de um bom emprego, umas mudaram completamente a vida trocando de cidade, de estado ou de país e outras sobreviveram até mesmo a tudo isso junto. Qual é o limite da mulher sobrevivente? A própria vida? Não sei. Só sei que depois de enfrentar o medo em circunstâncias extremas nos conhecemos gigantes.

Ahh, eu não poderia deixar de citar as mulheres viajantes, que muitas vezes por desejo próprio ou contingência da vida viajam sozinhas. O desejo de viver é maior que o medo de se perder, que a dificuldade de se comunicar. E tudo isso sempre acontece, mas no final seremos mais uma vez, sobreviventes.

É muito bom ser uma sobrevivente. Não importa se o cabelo não está escovado hoje, se as unhas não estão perfeitas, se a conta está no negativo, se a coleção nova já ficou velha e você nem conseguiu comprar um item, se o carro não é tão novo quanto o que você gostaria, se o namorado dos sonhos não aparece ou se o emprego não é tão bom quanto o outro. Cada vez que você pensar que alguma destas coisas lhe falta, o seu passado e suas histórias irão te lembrar de dificuldades muito maiores.

Lembre-se: o que te faz forte não é ser experiente, é ser sobrevivente.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vaidade essa

Num sono profundo de pura inspiração,
me sinto completa nascida em perfeição.

Inspiro frases de pura solenidade,
outros me ouvem, crêem na pura verdade.

Minhas palavras todas tem claridade.
Meus versos pequenos contemplam a imensidade.

Agrado a todos que vivem de amores,
conforto em letras suas mais tristes dores.

Sou aquela de saber vasto e profundo,
que tenho respostas para todas as dúvidas do mundo.

Para mim somente olhares de orgulho e sabedoria.
Abundância de pensamentos em forma de poesia.

Acabo de acordar de um sonho irreal.
Não sou nada! Sou somente eu, e eu sou normal.
Num sono profundo de pura inspiração,
me sinto completa nascida em perfeição.

Inspiro frases de pura solenidade,
outros me ouvem, crêem na pura verdade.

Minhas palavras todas tem claridade.
Meus versos pequenos contemplam a imensidade.

Agrado a todos que vivem de amores,
conforto em letras suas mais tristes dores.

Sou aquela de saber vasto e profundo,
que tenho respostas para todas as dúvidas do mundo.

Para mim somente olhares de orgulho e sabedoria.
Abundância de pensamentos em forma de poesia.

Acabo de acordar de um sonho irreal.
Não sou nada! Sou somente eu, e eu sou normal.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Encontros

Saudade é o encontro do amor com a dor
Que falta me fazem teus braços de calor
Quando a dor aperta forte meu peito
Preciso deste abraço mais perfeito.

Paixão é o encontro de corpos ardentes
Que sem querer se encostam de repente
Pele sua que me aquece no inverno
Me entrego a ti neste voto eterno

Felicidade é o encontro do coração com a mente
Quando o que se fala, é igual ao que se pensa e sente
Bastou um único encontro e de repente
Meu caminho mudou dali pra frente

Amor é o encontro de almas perdidas
Que muitas vezes se buscaram aflitas
E no meu buscar, cruzei contigo um olhar
Ali me bastou. Veio certeza de sempre te amar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Imagine

Ando devagar por um corredor estreito
Tem pessoas pelo caminho inteiro,
Agora que notei, não posso recuar mais,
Esta via é de mão única, voltar jamais.
Infinitas lágrimas em meus olhos
e uma multidão que espera pra me ver
Estou calma, não é preciso ter pressa,
Você sempre esteve ali a minha espera.
Toco meus pés na água mais pura,
não consigo mensurar a temperatura
já foram tantos os degraus descidos antes
falta muito pouco, mais alguns instantes
Então segure forte a minha mão
quero o mergulho mais profundo na sua direção
Liquido puro que toma e invade a minha alma
Lave-me pra sempre da morte e solidão
A água que escorre entre meus dedos
flui pra outro lugar onde não há medo
tudo fica muito leve, bate forte meu coração,
caminho e meus pés não tocam mais o chão,
é porque agora você me leva com a sua mão.

sábado, 15 de novembro de 2008

Da Ilusão à Luz



Quando pequena, ou melhor, quando criança, por volta de 7 anos de idade, o Natal representava um período de férias, viagens, festas e presentes. Com tanta coisa boa assim junto pra comemorar, é impossível não crescer na expectativa desta data festiva.

Muitos Natais assim aconteceram pelos anos seguintes. Nunca tivemos nada muito extravagante e refinado, mas sempre fomos abençoados com a fartura, harmonia em família, os presentes e as viagens.

Apesar de saber, eu ainda podia não entender, a participação de Jesus nesta história de Natal. E minha fé estava presente na convicção que eu tinha de que Papai Noel traria meus presentes naquela noite, assim que eu adormecesse.

Infelizmente essa fé foi quebrada numa noite de Natal em que meu pai adormeceu e se esqueceu de depositar meus presentes ao lado das minhas habituais meias e bilhetes destinados ao Papai Noel. Crescer tem mesmo inúmeras desvantagens.

Os Natais seguintes não tiveram o mesmo sabor. Papai Noel não me traria mais presentes. Vieram períodos de crise familiar onde a harmonia não estaria mais presente. Chegou o tempo de trabalhar, e logo se foram as tão esperadas e desejadas férias e viagens.

Já dizia o poeta, “é preciso provar do doce pra reconhecer o que é amargo”. Os sonhos natalinos de uma criança foram destruídos, mas eu pude ver nascerem os sonhos de uma mulher. Mesmo não tendo mais o Natal que tinha quando criança, descobri que existem pessoas que têm muito menos. Menos família, menos coisas, menos sonhos, menos fé, etc. E assim compreender a importância da solidariedade. Dividir o pouco com quem tem menos que você.

Esta não é uma história minha. Todos passam por este ciclo de crença e desapontamento. O que deve prevalecer é a fé, não no gordinho de roupas vermelhas e barbas brancas mas no Homem que tem cicatrizes na palma das mãos e nos promete muito mais do que bons presentes. Nele estão todos os nossos sonhos, os inocentes das crianças e os sempre impossíveis sonhos dos adultos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Salve Obama!


Eu me acho tão nova, mas quando começo a ver o tanto que já participei nas linhas dos livros de história fico emocionada.
Eu era pequena mas me lembro de ver pela televisão as marchas pelas "diretas". Em seguida eu vi mas não entendi porque Tancredo morreu, anos depois soube que a história do país foi mudada por um micróbio.
Mesmo sem saber direito do que se tratava pude crescer na democracia decretada pelo bigodudo do Sarney, não me afetou em nada a falência do Plano Cruzado aos 8 anos de idade, mas meu pai deve ter sentido no bolso aquela inflação astronômica.
Eu ví e me lembro bem do Collor fazendo cooper. Eu ví eleger o presidente mais novo da história do meu país e dias depois mesmo também não sendo afetada em nada aos 15 anos eu ví o bonitão meter a mão no bolso do país. Eu ví fotos do falecido PC Farias, morto e ainda quente.
Enfim o impeachment, esse eu posso dizer que ví e participei, fui às ruas de cara pintada, sem entender muito bem pelo que eu protestava. Me lembro do jingle como se fosse hoje "Rosane, sua galinha! foi o PC que pagou sua calcinha!" rs, engraçado.
To começando a achar que eu ví muito mais coisa do que imagino. Pense que eu ví o Itamar se apaixonar pela garota sem calcinha que não me lembro o nome.
Aos 18 anos eu pude participar ativamente da história, eu votei em Fernando Henrique pra presidente do meu país. E pude ver um homem culto, inteligente se sobresair num antro de ignorantes.
Eu vivi a URV e o Plano Real, já trabalhava e sentia no bolso o que isso tudo queria dizer.
Eu ví, o insistente Lula ser eleito presidente depois de dezenas de tentativas e hoje eu vejo que a política de esquerda e a de direita se juntaram em vias de mão única.
Hoje eu também ví, e não me reconheci.Imagine você: eu ouvindo as declarações do recem eleito Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e me emocionando.
O que será que a televisão fez comigo? O que será que o mundo fez comigo? Sem tom pejorativo, mas se eu choro ouvindo as palavras de Obama na TV imagine você a África o que sentiu.
Eu não chorei quando Lula ganhou as eleições no Brasil.
Se você também viu a alegria estampada nos rostos da TV a euforia de milhares de pessoas pelo mundo (inclusive a minha), posso dizer que você viu neles o sofrimento.
É isso mesmo. Esse choro não é de alegria é de esperança, seja do fim das guerras, das crises, da fome e da miséria que assola os países da África. Isso eu também vi.
Eu gostaria muito de acreditar numa mudança, quero ver, quero acreditar que nesse discurso de melhorar o mundo ele está se referindo ao planeta terra e não somente do mundinho que ele vive na América.
E você, o que viu e o que vê?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Porque sofrer de amor?


É claro que não tenho a pretensão de explicar em poucas linhas uma questão tão complexa. Podem existir 1001 motivos ou mais para as famosas dores de amor. Todos já tivemos um dia e quem ainda não passou por isso é só aguardar e esperar por ela.
As diferenças entre os sexos, principalmente de interesse, tem sido o grande desafio da instituição casamento.
Na prática os homens nunca se casariam com mulheres que querem levar pra cama. Já as mulheres querem se casar com tipos que jamais gostariam de fazer sexo. Isso tudo só pode causar dor.
Alguém algum dia inventou essa história de que sexo e amor são antagônicos e o pior é que a maioria acredita nisso.
Buscam sexo por prazer e amor por carência.
As pessoas procuram se casar simplesmente para garantir uma aposentadoria afetiva, na prática isso significa segurança, tranqüilidade, estabilidade e inevitavelmente tédio por conseqüência.
Eu vejo que homens e mulheres não procuram se entender pra se relacionar.
As mulheres escolhem seus parceiros como um par de sapatos, eles tem que ser apresentáveis, bonitos, caros e confortáveis.
Já os homens firmados nas teorias hormonais e pré-históricas vêem possibilidades de obter sexo.E se perceberem que existe a possibilidade de haver sentimento eles começam a evitar a mulher. Vai entender... verdade, isso mesmo! Vamos nos entender por favor!!
Homens: A mulher certa existe desde que você procure pelas qualidades que admira.
Mulheres: Existe sim um príncipe dentro de algum desses sapos que você conhece.